A rosa-banksiae é um arbusto escandente, geralmente conduzido como trepadeira e conhecida no mundo todo por suas encantadoras flores amarelas e ramos sem espinhos. Ela é originário da porção mais ocidental da China, das províncias de Gansu, Guizhou, Henan, Hubei, Jiangsu, Sichuan e Yunnan, onde vegeta em arvoredos, matagais, vales, margens de riachos e estradas, geralmente em altitudes entre 500 a 2200 metros. Foi introduzida na Europa por William Kerr, que partiu em expedição para coleta de plantas para o Sir Joseph Banks.

A rosa-banksiae já estava em cultivo na China há algumas centenas de anos, assim, William adquiriu a muda do famoso viveiro Fa Tee, em 1807 (atual Distrito de Liwan, em Guangzhou). O nome em inglês Lady Banks’rose é uma homenagem à Dorothy Hugessen, esposa de Sir Joseph. A espécie Rosa banksiae foi descrita pela primeira vez por William Townsend Aiton no livro Hortus kew, em 1811.
A rosa banksiae é um pouco diferente de outras roseiras, ela cresce com maior vigor e velocidade, atingindo em média 6 metros de altura, que podem ser facilmente ultrapassados. Uma roseira banksiae que recobre o telhado e pérgolas de uma pousada em Tombstone, no Arizona chega a incríveis 840m² e lhe rendeu o recorde de maior roseira do mundo.
Outra diferença marca entre a rosa banksiae e outras roseiras é a quase ausência de acúleos, que são pequenos (aproximadamente 5mm) e estão presente apenas dos ramos mais vigorosos e espessos. Bastante ramificada, a rosa banksie emite ramos castanho-avermelhados, arqueados, teretes e glabros. Suas folhas são perenes, pecioladas, compostas por três a cinco folíolos coriáceos, ovalados a elípticos, acuminados, de margens serrilhadas e nervuras bem marcadas.

Floresce no início da primavera, despontando inflorescências do tipo umbela ou corimbo, com numerosas flores pequenas que podem ser de cor branca, creme ou amarela, com corola simples ou dobrada, de acordo com a variedade. A variedade R. banksiae var. normalis, a espécie tipo selvagem, apresenta flores simples, com estames, cor branca e mais espinhos, enquanto que R. banksiae var. banksiae foi melhorada pelos chineses e possui menos espinhos, ao mesmo tempo em que possui flores dobradas, com as pétalas substituindo os estames.
As cultivares mais populares de R. banksiae var. banksiae são a ‘Alba Plena’, de flores brancas, e a ‘Lutea’, de flores amarelas. As flores das rosas-banksiae tem perfume de violetas (do gênero Viola, não confundir com violetas-africanas) que pode ser mais ou menos intenso. O pseudofruto é laranja ou preto-acastanhado, globoso ou ovóide, glabro e com sépalas decíduas.
No paisagismo a rosa-banksiae pede espaço de amplos jardins, chácaras, parques, etc. Seu crescimento vigoroso e aparentemente desordenado não é adequado para treliças delicadas e arquinhos. Como trepadeira, apoie sua roseira-banksiae em caramanchões, pérgolas grandes, árvores, gazebos, muros, barrancos, cercas e telhados resistentes. É possível transformá-la em uma arvoreta, desde que em suas fases iniciais ela receba o suporte adequado para fortalecer o tronco principal.
Seus ramos longos e arqueados vão se derramar e pender sobre os suportes, com suas numerosas flores uma vez por ano. A maior parte dos jardineiros relatam amar suas roseiras-banksiae, mas ficam tristes de serem obrigados a controlá-las com podas para que não tomem conta de tudo. Pode ser cultivada em vasos, embora neste caso não terá o mesmo vigor das plantas cultivadas diretamente no solo.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, drenável, profundo e enriquecido com matéria orgânica. Plantas jovens não toleram o frio intenso, com geadas ou neves, mas as plantas maiores irão rebrotar após as intempéries. Da mesma forma, ela aprecia as regas nos primeiros anos após a implantação, mas depois torna-se resistente a curtos períodos de estiagem. De manutenção simples, a rosa-banksie não é exigente em cuidados, e poderia ser cultivada por jardineiros iniciantes e esquecidos. É importante, no entanto, controlar seu crescimento, podando-a logo após a floração. Multiplica-se por estacas e enxertia.
