A magnólia-amarela é uma árvore perenifólia a semidecídua, ornamental, originária do sudeste asiático e conhecida em todo mundo pelo delicioso perfume de suas flores. É considerada de porte médio, sendo que em cultivo ela alcança até 30 metros de altura, mas em seu habitat pode chegar a 50 metros, com até 1,9 metros de diâmetro de tronco. Seu tronco pode ser múltiplo ou único, com copa inicialmente piramidal que com o tempo vai adquirindo um formato umbeliforme (guarda-chuva). Suas folhas são ovadas a lanceoladas, alternas, grandes e brilhantes, com estípulas na base. As flores são formadas por 15 tépalas recurvadas nas pontas e numerosos estames. Elas podem ser brancas, amarelas ou amarelo-pálidas, de acordo com a variedade e seu perfume pode ser sentido à distância. Os frutos são formados por carpelos elipsóides a obovados, deiscentes, que produzem de duas a quatro sementes. As sementes são recobertas por arilo e muito atrativas para os passarinhos.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, profundo, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano de implantação. Apesar de ser uma árvore tropical, a magnólia-amarela pode tolerar geadas leves depois de bem estabelecida, tornando-a própria também para o clima subtropical do sul do país e o tropical de altitude de alguns municípios. Multiplica-se por alporquia e por sementes, postas a germinar na primavera. As sementes devem ser colhidas quando os frutos estão prestes a abrir, antes de caírem no chão. Elas precisam ser escarificadas em água para remoção de todo o arilo, que contém inibidores da germinação. Após a escarificação plante em substrato arenoso, mantendo a umidade constante. A germinação ocorre entre um a dois meses após o plantio, com taxa de 20 a 30%.
