Solano-rasteiro

Lycianthes asarifolia

Raquel Patro

Atualizado em

Lycianthes asarifolia

O solano-rasteiro (Lycianthes asarifolia) é uma planta herbácea, rasteira, frutífera, perene e com folhas características em formato de coração. Ele é nativo do Brasil, podendo ser encontrado em regiões de floresta, nos biomas do Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Floresta Amazônica. Infelizmente, está ameaçado de extinção, resultado do desmatamento das florestas brasileiras.

Ele pode alcançar cerca de 30 cm de altura, tem ramos longos que emitem raízes adventícias e que se introduzem no solo formando estruturas de reserva, como tubérculos. Suas folhas são verde-escuras, inteiras, simples, cartáceas, cordiformes, espessas, largas, apresentam nervuras marcadas na face superior e são sustentadas por longos pecíolos que podem atingira até 9 cm. As flores surgem quase durante o ano todo, são solitárias, ocasionais, pequenas, de cor branca e centro amarelo, com pétalas que recordam folhas de papel seda e um longo pedúnculo. Por surgirem por baixo da folhagem, as flores raramente são notadas, possuindo valor ornamental secundário. Já os frutos surgem no verão e no outono, são do tipo baga, pequenos, redondos, de cor laranja quando maduros e com sementes reniformes.

Com folhagem densa, o solano-rasteiro é perfeito como forração, se alastrando rapidamente e trazendo volume e textura aos canteiros. Dessa forma ele se torna um diferencial frente a grama comum, principalmente em áreas semi-sombreadas, onde a grama não prospera. Além disso, por ser incomum, traz um caráter único e exclusivo aos projetos paisagísticos. No entanto, ele não resiste ao pisoteio. No jardim, combine grandes maciços de solano-rasteiro com outros formados por plantas de porte, cor e textura diferentes, para que se complementem e se valorizem mutuamente. Outro uso atraente é em projetos de jardins verticais, como planta de forração.

Como bônus, essa planta rústica irá oferecer vários frutos doces, que lembram Fisális (Physalis sp) e que poderão ser consumidos in natura ou na forma de sucos e geleias. Sua manutenção é simples e envolve adubações semestrais com matéria orgânica decomposta e cobertura morta (mulching), imitando assim o solo da floresta para um melhor desenvolvimento.

Deve ser cultivado sob meia-sombra ou pleno sol em solo rico em matéria orgânica e permeável. Não tolera as geadas comuns ao clima subtropical, mas neste caso é possível conduzi-lo sob a copa das árvores, de modo a protegê-los. Quanto à rega, o solano-rasteiro necessita de solo constantemente úmido e fresco, assim convém irrigá-lo com regularidade onde essas condições não possam ser naturalmente mantidas.

Fertilize durante a primavera e o outono, preferencialmente com adubos orgânico tais como composto orgânico, esterco curtido, farinha de ossos, etc. Lembre-se de adicionar mulching como casca de pinus, folhas secas ou mesmo palha, de forma a manter o solo sempre úmido e fresco. A propagação do solano-rasteiro pode ser realizada por sementes, ou divisão da ramagem enraizada na primavera e verão. As sementes iniciam a germinação em cerca de 30 dias após o plantio.