
A violetinha-das-árvores (Miltonia regnellii) é uma orquídea natural, de crescimento simpodial e epífita, originária dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro no Brasil. Ela Origem: Brasil (RS, SC, PR, SP, MG, e RJ). Ela vegeta na Serra do Mar, em locais de alta luminosidade, mas protegida dos raios solares diretos. Aprecia o clima tropical e subtropical, ou seja, clima mais frio ou mesmo um pouco mais quente, desde que as noites sejam mais frias. Cresce desde o nível do mar até 1200 metros de altitude, preferindo regiões com cerca de 800 metros.
O nome do gênero “Miltonia” é uma homenagem ao orquidófilo inglês Charles Wentworth-Fitzwilliam (1786–1857), Visconde de Milton. Já a espécie “regnellii” é uma homenagem ao médico e botânico sueco, radicado no Brasil, Anders Fredrik Regnell (1807 – 1884). Esta orquídea produz híbridos naturais com Miltonia clowesii, gerando a Miltonia x castanea, com Miltonia candida, gerando a Miltonia x binotii e com Miltonia spectabilis, resultando na Miltonia x cogniauxiae.
Floresce do verão até o princípio do outono. Sua inflorescência é semi-ereta, racemosa, de 40 cm de comprimento e com 3 a 10 flores, perfumadas, com tamanho de 5 a 7,5 cm, que duram cerca de 30 a 40 dias. Diz-se que as flores tem aroma de coentro (Coriandrum sativum). Na espécie tipo, as flores tem pétalas e sépalas brancas e o labelo arredondado, de cor que varia do rosa ao púrpura. Existem as variedades “Alba”, totalmente branca, e a “Citrina” (áurea), com pétalas e sépalas amarelas. Apresenta dormência no inverno, após a floração.

Deve ser cultivada com sombreamento entre 50 a 60% (luz filtrada – 40.000 a 32.000 lux), com umidade relativa do ar em 60% e boa ventilação. Pode ser fixada em cascas, placas de madeira e troncos de árvores. Adapta-se bem a vasos ou caixetas de madeiras, com substrato próprio para epífitas, que retenha umidade, seja perfeitamente drenável e ventilado. Um sugestão de substrato própria para esta espécie é a composição de partes iguais de casca de pinus, esfagno e carvão vegetal.
A Miltonia regnellii aprecia ambientes úmidos, mas bem ventilados. Regue 2 a 3 vezes por semana no verão, deixando o substrato secar entre as regas. Em clima muito quente, dê um pouco mais de água, o mesmo valendo quando plantada em placas e troncos. Reduza as regas no inverno, durante a dormência da planta, para evitar problemas com fungos.
Faça uma fertilização foliar semanalmente com uma solução de 2g (1 colher de café) de adubo NPK de Peter’s 20-20-20 para cada litro de água. Complemente com adubação orgânica no substrato, com adubo tipo AOSP (Viagra das Plantas) ou similar uma vez por mês, polvilhando o adubo sobre o substrato. Multiplica-se por divisão da planta, mantendo cada nova muda com pelo menos 4 pseudobulbos sadios, unidos pelo rizoma, e 1 brotação guia.
