Amora-vermelha

Rubus rosifolius

Raquel Patro

Atualizado em

A amora-vermelha (Rubus rosifolius) é uma planta arbustiva e frutífera, e apesar de que muitos possam pensar de que se trata de uma planta nativa do Brasil, ela é na verdade oriunda da África, Ásia e Oceania. No Brasil, a espécie se naturalizou principalmente nos estados do sul e do sudeste, aparecendo como espontânea na borda de matas e florestas úmidas, em localidades com altitude moderada. Trata-se de um arbusto ereto a prostrado, que atinge de meio metro até dois metros de altura, formando geralmente amplas touceiras. A ramagem é ramificada, esparsa e recoberta de acúleos pontiagudos.

As folhas são pinadas, com sete folíolos ovados, acuminados, ásperos, membranáceos, com margens serrilhadas, pelos glandulares e cor verde brilhante. Floresce e frutifica durante o outono e a primavera, despontando pequenas flores brancas e pentâmeras, nas axilas terminais. Os frutos são do tipo drupa apocárpica, pequenos, macios e vermelho brilhantes quando maduros.

Eles são ocos, doces e levemente ácidos e podem ser consumidos in natura, ou na forma de doces, geléias, compotas, vinhos, licores, iogurtes, smoothies, recheios, pavlovas, sucos e sorvetes. Os frutinhos também são muito atrativos para os passarinhos. Ocorre ainda uma variedade de frutos amarelos.

Foto de Barry Hammel

Um arbusto que além de ornamental faz a alegria das crianças. Não se surpreenda se ele aparecer no seu jardim. Esta espécie tem um potencial invasor e se dissemina muito fácil pela ação dos passarinhos. Resta-nos aproveitar a colheita de frutinhos que insistem em aparecer diariamente. Aproveite nas suas receitas e dê uma forcinha para a natureza caprichando nas regas e adubação. Apesar de rústica, você pode aumentar a produtividade da planta com cuidados como podas, fertilização e irrigação suplementar.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em qualquer tipo de solo de arenoso a argiloso, mas preferencialmente profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Prefere o clima ameno das regiões subtropicais, não tolerando climas excessivamente secos e quentes. É interessante renovar os plantios a cada três anos para recuperar o viço das plantas com a formação de novas raízes.

As podas também estimulam uma boa frutificação e devem ser realizadas no final do inverno, eliminando-se os ramos que frutificaram, além de galhos secos, doentes e mal formados. Fertilize durante toda primavera e verão, com esterco curtido, farinha de ossos e cinzas. Cubra o solo com uma generosa camada de folhas secas ou outra cobertura morta. Multiplica-se facilmente por sementes, divisão da ramagem enraizada, estaquia, mergulhia e por brotações que surgem diretamente das raízes.