A sapota-preta é uma árvore frutífera, perenifólia, originária da América Central e México e cultivada principalmente nas Américas, por seus frutos saborosos. Ela pertence ao mesmo gênero do Caqui (Dyospiros kaki), assemelhando-se tanto no aspecto da árvore quanto em algumas características do fruto. É uma arvore bonita, apresentando copa ampla e grande porte, podendo alcançar 20 metros de altura. O tronco é sulcado, com cerca de 70 cm de diâmetro e casca escura. Suas folhas são inteiras, simples, coriáceas, elípticas a oblongas, afiladas nas extremidades, brilhantes e de cor verde-escura. As flores surgem nas axilas foliares, solitárias ou em pequenos grupos e são tubulares, lobadas, brancas, pequenas e com cálice verde persistente. Elas podem apresentar órgãos masculinos e femininos ao mesmo tempo, ou somente masculinos. Os frutos tem cerca de 10 centímetros de diâmetro, casca fina, não comestível, de cor verde-oliva e até 12 sementes duras, achatadas e castanhas. A polpa é inicialmente branca, adstringente e irritante, mas o amadurecimento a torna marrom e até mesmo preta, doce e suculenta. Quando maduros, o frutos ficam com a casca um pouco “enrugada” de cor verde-amarronzada parecendo murchos. É interessante colhê-los “de vez” ou seja, um pouco antes da maturação completa, evitando assim que sejam devorados pelos passarinhos.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em diversos tipos de solo, preferencialmente leves, bem drenáveis, enriquecidos com matéria orgânica e irrigados regularmente. Ao contrário da maioria das outras espécies do mesmo gênero, a sapota-negra não tolera estiagem prolongada. Apesar disso, ela é resistente a inundações regulares. Também suporta o frio e até mesmo geadas leves. Seu crescimento é lento, principalmente nos primeiros quatro anos. Ela não é indicada para a arborização urbana, pois a queda dos frutos pode provocar muita sujeira nas calçadas e ruas. No entanto, é perfeitamente possível plantá-la no pomar doméstico, onde fornece sombra fresca e frutos no final do verão, que certamente vão surpreender as visitas. A frutificação inicia cerca de 4 a 5 anos após o plantio. É importante realizar podas de formação à maneira semelhante do caqui, para que cresça de forma mais larga do que alta, e assim a copa fique bem iluminada e a colheita seja facilitada. Multiplica-se por sementes, alporquia e enxertia. As sementes levam cerca de 30 dias para germinar. As mudas podem ser levadas ao local definitivo com 1 a 2 anos.
