Avelós

Euphorbia tirucalli

Raquel Patro

Atualizado em

O avelós é um arbusto ou arvoreta, lenhoso, de seiva tóxica e aspecto único e decorativo. Seu caule é ereto e ramificado, de textura suculenta quando jovem, mas que vai lignificando aos poucos. Os ramos são cilíndricos e verdes, verticilados e desempenham o papel da fotossíntese da planta. Eles são geralmente verdes, mas sob sol forte adquirem belas tonalidades alaranjadas e avermelhadas. As folhas são esparsas e até mesmo ausentes, diminutas, alternas, fugazes e surgem nas extremidades dos ramos jovens. Inflorescências em cimas terminais, formando rácemos apertados de ciátios subsésseis. As flores ou ciátios são terminais, pequenos e de pouca importância ornamental.

No paisagismo o avelós é uma escolha excelente para jardins de inspiração desértica ou rochosos. Ele serve como “pano-de-fundo” para outras espécies de suculentas e cactáceas, de formas e cores mais chamativas. Além disso, permite podas de formação e se aproveita como um eficiente cerca-viva. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras. Por tolerar o sal das regiões litorâneas é uma opção interessante para o jardim praiano. Curiosidade: O químico Melvin Calvin provou que é possível converter a seiva do avelós em gasolina de forma simples. Além disso, estimou que seu rendimento seria de 10 a 50 barris de petróleo por hectare. Atualmente empresas petrolíferas como a Petrobrás investem na pesquisa sobre o seu cultivo e transformação química.

A seiva leitosa do avelós é muito tóxica, ao mesmo tempo em que é considerada importante na medicina tradicional de culturas da Índia, África, Indonésia, Malásia e até no Brasil. Ela é usada para tratar diversos males, desde verrugas, passando pelo câncer e até mesmo a AIDS. Alguns importantes e respeitados órgãos de pesquisa já provaram os benefícios do avelós no tratamento do câncer. No entanto, ainda não se sabe bem qual o mecanismo de ação das substâncias terapêuticas da planta. Não utilize essa planta sem orientação médica.

Deve ser cultivada sob sol pleno em diversos tipos de solos, preferencialmente drenáveis e irrigados de forma esparsa. Vegeta bem mesmo em solos pobres, mas a fertilização permitirá o crescimento de uma planta mais viçosa e bonita. Tolerante à estiagem. Não resiste ao frio intenso ou geadas. Durante o inverno frio reduza as regas. Multiplica-se por estaquia dos ramos, postos a enraizar em substrato drenável o ano todo. É importante deixar os ramos estancar a seiva antes do plantio.